Relatório aponta 25 irregularidades

10/06/2013 23:08

HELSON FRANÇA
Da Reportagem


Relatório preliminar da Auditoria Geral do Estado aponta 25 irregularidades cometidas pelo Instituto Pernambucano de Assistência à Saúde (Ipas) na gestão de medicamentos da Farmácia de Alto Custo. A informação fez com que o governo do Estado anunciasse no final de semana o rompimento do contrato.

Centenas de remédios “apodreceram” após terem perdido o prazo de validade. Conforme o documento, medicamentos foram entregues com menos de 75% do prazo de validade (faltando nove meses para ‘vencerem’), e o órgão deixou de informar a Secretaria de Estado de Saúde sobre os remédios que estavam prestes a perder a validade.

Após a conclusão do relatório pela Auditoria, a Secretaria de Estado de Saúde foi mais cautelosa. De acordo com o órgão, a decisão ainda não é definitiva no que se refere ao contrato com o Ipas.

Para gerenciar o local, as partes firmaram acordo no ano passado, de R$ 7 milhões. O contrato assinado é de cinco anos.

Em vistoria à Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Insumos de Saúde (Ceadis) na semana passada, deputados estaduais constataram a existência de centenas de remédios vencidos, alguns com prazo de validade datada de novembro do ano passado.

Entre os lotes, encontravam-se insumos hospitalares, medicamentos para tratamento a pacientes de câncer e até testes rápidos para detecção de HIV.

Enquanto o poder público estadual deixa remédios apodrecerem nas salas, atualmente, em todo o Estado, diversas pessoas que dependem de medicamentos da Farmácia de Alto Custo sofrem com a falta de medicamentos.

Como o radialista Nivaldo Queiroz, 55 anos, que corre risco de morte. Portador de um câncer na laringe, ele já chegou protocolar uma denúncia na Ouvidoria da SES cobrando providências referentes ao atraso na entrega dos remédios a que tem direito.

A SES, em nota, ressaltou que o Estado já estuda a possibilidade de assumir a gestão da Coordenadoria de Assistência Farmacêutica, e que só irá decidir se rescinde o contrato com o Ipas após o recebimento do relatório concluído pela Auditoria Geral do Estado.

A pasta ainda enfatiza que não descarta multar a Organização Social pelos problemas na gestão de remédios na Farmácia de Alto Custo.

O secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, adiantou que, servidores que tiverem a participação comprovada nas irregularidades serão alvos de inquéritos administrativos, conforme acentua a Lei da Administração Pública.

http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=433276